04 Novembro 2009

primeiro amor



esta foi minha aquisição de hoje na Feira do Livro. edição primorosa da Cosac Naify, o que é praticamente uma redundância.

"Um dia, voltando do banheiro, encontrei a porta do meu quarto trancada e minhas coisas empilhadas diante da porta."

é, Beckett. é mais ou menos assim que, um dia, a gente é expulso sem desejar. e então pega as coisas (gentilmente?) empilhadas e toma o caminho da vida.

30 Outubro 2009

pois é

ando morrendo de inveja dos amigos que atualizam seus blogs. não sei se passo por uma crise criativa, por uma crise de caramujo ou se finalmente me dei conta de que não há palavras adequadas para o que gostaria de dizer.

23 Outubro 2009

tsc tsc tsc



amei. roubadinho do blog marketing na cozinha.

09 Outubro 2009

ha ha hi ho hooo

por favor por favor por favor. vejam este clip (dica do Te dou um dado?). não sei do que gosto mais. roteiro? técnica? melodia? qualidade da poesia? acho que eu gosto mais é das cenas na escada. e do fim. ah, sim, o final é pura sinceridade.

06 Outubro 2009

the nothing box

recomendo fortemente este vídeo. contribuição altamente científica para entender um ancestral dilema.

05 Outubro 2009

dicionário



sou extremamente avessa a formalidades. fujo. saio à francesa ou nem vou. mas hoje havia o lançamento do Dicionário da Comunicação, organizado pelo Ciro Marcondes Filho. um evento mega simpático organizado pela ESPM. além de ser sempre bom rever a Adriana Kurtz e o René Goellner, havia as presenças luxuosas da Christa Berger, da Bia Marocco e do Sean. estes três, aliás, grandes parceiros de patifaria crônica.

escrevi diversos verbetes para este dicionário. e é muito bom quando vemos o trabalho de meses finalmente concretizado em um livro. papel, capa. aquele cheiro de novo e aquele pesinho que a gente sente na mão.

depois, um vendaval derrubou árvores em Porto Alegre. cheguei em casa abaixo de muita chuva e sem luz. escada, escuro, tédio. mas estava feliz.

04 Outubro 2009

vestida de mar

Mercedes Sosa. a voz quente e o olhar que se derrama sobre qualquer um que se importe, qualquer um que sonhe, qualquer um que permita. de todas as canções, minha preferida é Alfonsina y el mar, de Felix Luna e Ariel Ramirez. Alfonsina Storni, a poetisa que escolheu o mar. o mesmo mar profundo, violento e monumental que poderia ser sinônimo de Mercedes. te vas, con tu soledad. fosforescentes caballos mariños harán una ronda a tu lado.


Por la blanda arena
Que lame el mar
Su pequeña huella
No vuelve más
Un sendero solo
De pena y silencio llegó
Hasta el agua profunda
Un sendero solo
De penas mudas llegó
Hasta la espuma.

Sabe Dios qué angustia
Te acompañó
Qué dolores viejos
Calló tu voz
Para recostarte
Arrullada en el canto
De las caracolas marinas
La canción que canta
En el fondo oscuro del mar
La caracola.

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fuíste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.

Cinco sirenitas
Te llevarán
Por caminos de algas
Y de coral
Y fosforescentes
Caballos marinos harán
Una ronda a tu lado
Y los habitantes
Del agua van a jugar
Pronto a tu lado.

Bájame la lámpara
Un poco más
Déjame que duerma
Nodriza, en paz
Y si llama él
No le digas que estoy
Dile que Alfonsina no vuelve
Y si llama él
No le digas nunca que estoy
Di que me he ido.

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fueste a buscar?
Una voz antigua
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.