19 abril 2008

nem Branca de Neve

se tem algo que me interessa, é a ciência. sou fascinada pelos programas de TV que contam como a polícia consegue elucidar crimes, com a ajuda de especialistas e da tecnologia. normalmente, o assassino é alguém próximo que simplesmente nega ser culpado. nega, nega e nega. até que um conjunto de provas, coletadas lenta e cuidadosamente, vem desmontar a farsa do mentiroso.

não é diferente agora, com o caso da menina Isabella. o interessante é que, com uma polícia preparada tecnicamente, fica cada vez mais difícil um assassino se livrar. pelas provas periciais e pelo conjunto de testemunhos, Isabella foi agredida no carro, depois novamente em casa e então foi atirada pela janela, desmaiada. quem agrediu e quem atirou? não sei se isso me importa. pai e madrasta são culpados, tanto pelo crime quanto pela falta de arrependimento. nem Branca de Neve teve uma madrasta tão irracional.

fico só imaginando o que os espera na cadeia, este sistema altamente pedagógico que recebe tão bem os assassinos de crianças. vai ser uma festa.

9 comentários:

Maroto disse...

eu duvidava da culpa deles. Em algum cantinho de mim um anjinho urubuzento continua duvidando. Não é possível uma combinação de burrice-crueldade-insensatez em intensidades tão elevadas

Leonardo disse...

hmmmm....
dito segurando o queixo, arranhando a barba nascente, querendo fazer de conta que faz alguma idéia sobre o que você está falando...
mas qume quer que seja, se matou criança, tortura lenta até a morte natural me soa sob medida!

brunette disse...

Márcia, convenhamos que a nossa perícia está longe do CSI, e fez muitas cagadas...

Enfim, a regra geral é que o assassino é quem teve motivo e oportunidade. A oportunidade OK, a polícia elucidou. Mas o motivo ainda me intriga. Eu tenho uma teoria de que a menina brigou com os irmão mais novos, e a mãe virou uma leoa, e para proteger seus filhos bateu e esganou a garota de quem tinha cíumes...

sylvia moretzsohn disse...

Pois eu pensei que você ia comentar o escândalo que foi essa cobertura. Diante dessas coisas, que se repetem de maneira insuportável, eu fico imaginando um aluno meu no meio daquele tumulto, ajudando a promover o circo e depois cinicamente perguntando a algum dos envolvidos se eles não acham que estão sendo prejulgados pela "sociedade". E fico realmente na dúvida de continuar a dar aula disso. Porque dou aula contra isso, mas não adianta nada.

Penkala disse...

em um lugar obscuro e bem cruel (humano, afinal) do meu ser eu penso que se a lei é burra e manca no brasil, a lei da cadeia é PhD e tem precisão cirúrgica (nem sempre, mas...). a cartilha ética da cadeia deveria ser estudada nas escolas de direito. porque se até assassino é capaz de julgar certos atos como abomináveis, então é porque esses atos são abomináveis.

pobre infeliz desse advogado de defesa. sabe lá se esse cara tá dormindo...

Carlos Eduardo Carrion disse...

Aleluiah! Aleluiah! Ela voltou! Ela voltou! É isto que interessa. Quanto ao caso da Isabella, vou dar uma do Minitro da Justiça do Geisel, Armando Falcão. "Nada a comentar!"

laurastorch disse...

Pára, Pinta! Até tu?!

Como diria a Funérea: "Eu vou me matar!"... Hihihi

Carmencita - geleiairreal.wordpress.com disse...

Eu não agüentei ver a entrevista daqueles dois. Sái da frente da TV. O cara até sorria com os olhos. Ela, chorando porque sabe a sina que a espreita. Os dois falando da menina no presente, e não no passado, como se ainda estivesse viva. E ainda por cima são advogados e nem conseguiram imaginar as conseqüências: meus filhos É tudo pra mim.

Até eu, que sou assim bem pacificazinha, fiquei com vontade de lhes dar uns safanões. Até arriscaria estragar o esmalte das minhas unhas.

Um grande beijinho!

Sean Hagen disse...

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fiquei surpreso com uma charge do ronaldo, cartunista bissexto da zero hora, de quem até simpatizo: um cara largando uma tv pela janela, como se a cobertura do caso fosse um excesso dos programas e telejornais.
e os jornais, tadinhos, nada relataram.
senso comum de um cara que trabalha num jornal é dose pra mamute.




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