07 março 2010

beijo

estou lendo "Um retrato do artista quando jovem", do James Joyce. uma das tantas leituras que fiquei me devendo, uma das tantas que faço agora apenas por prazer. e então Stephen Dedalus é ainda um menino. e expressa o que sinto.

"Ainda tentava pensar qual seria a resposta certa. Era certo beijar sua mãe ou era errado beijar sua mãe? O que significava aquilo, beijar? A gente erguia o rosto assim para dar boa-noite e então a mãe abaixava seu rosto. Isso era beijar. Sua mãe punha seus lábios em sua face, seus lábios eram suaves e molhavam sua face; e faziam um barulhinho mínimo: beijo."

também queria agora este barulhinho mínimo: beijo. kiss.


2 comentários:

Sean Hagen disse...

*



em alguns momentos muito específicos, o beijo de minha mãe era a garantia de que havia um lugar no mundo. mesmo quando tudo apontava o contrário.

são marcas temporais e afetivas que desvendaram o intricado código de viver.



*

Rosamaria disse...

sempre lembro do beijo da minha mãe antes de dormir. enquanto ela pode, vinha me dar, depois eu ia dar nela.
saudade.